Achados e Perdidos

“Quando contei essa história pra minha família a reação foi unânime – “lá vai o Eduardo sendo presunçoso de novo”. Mas eles não falam com pena, hospital ou pesar. É que é assim. Acredito além da conta nas coisas. Raramente estou sozinho nessa, decease a megalomania não anda sozinha e não dura sem trupe ou platéia.A trupe, nesse caso, somos eu e Luís Felipe Garrocho. A gente é ignorante demais pra achar que as coisas são impossíveis. Então tentamos. E a platéia, esperamos, são vocês.” Eduardo Damasceno

“Eu gosto muito de contar mentiras. Mas não mentiras para me dar bem, ou para atrapalhar os outros, só leves inverdades que deixam a vida mais interessante. Minha coisa com quadrinhos é essa, é inventar algo, e por mais absurdo que seja, tentar fazer parecer uma verdade.O Damasceno gosta de falar a verdade. Com ele, minhas mentiras ficam mais realistas, e as nossas histórias tomam o formato de quase-verdades que tentamos atingir.” Luís Felipe Garrocho

 

É bem simples, a gente achou nosso elemento, gostamos de contar histórias e adoramos fazer isso em quadrinhos. Não vemos as horas passando, esquecemos tudo e fazemos o que tem que ser feito. Não é um martírio, um suplício ou um sofrimento. Todo trabalho é parte de um processo maior. Não somos imunes ao cansaço ou à depressão, mas acreditamos mais no entretenimento. Divertir as pessoas com o que nos diverte, não tem coisa igual.

Mas é preciso confessar, nada disso foi pensado dessa forma desde o princípio. Não somos tão acadêmicos. E continuamos não nos aprofundando demais nos porquês. Sabíamos que queríamos fazer quadrinhos e sabíamos que trabalhávamos bem juntos. Então começamos. É dessa falta absoluta de profundidade que surgiu o Quadrinhos Rasos. Como exercício, passamos a escolher músicas um para o outro com o objetivo de produzir páginas de quadrinhos a partir da letra dessas músicas. É um exercício e é divertido e enquanto for assim vamos continuar fazendo. Não esperávamos que a resposta fosse ser tão boa, colocamos online porque queríamos nos obrigar a postar e a manter os prazos. Cada um faz uma página por semana e é isso.

Não adianta chegar aqui e falar como se soubéssemos o que estamos fazendo, a gente não sabe. Mas nós podemos falar no que acreditamos que estamos fazendo e quem sabe alguém concorde.

Enquanto produzimos as páginas do Quadrinhos Rasos, continuamos produzindo nossos projetos de quadrinhos, e a prática regular, como esperado, tem nos feito muito bem. Um desses projetos, que começamos em 2007 ganhou mais corpo e mais consistência e resolvemos que era hora de realizá-lo – decidimos fazer isso a tempo para o lançamento no 7° FIQ – O Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte.  Acreditamos que esse projeto deva ser lançado por um selo de quadrinhos que represente tudo que a gente acredita em relação a essa forma de entretenimento – a começar pelo fato de acreditarmos que é, de fato, entretenimento – e fazemos na esperança de que o tanto que nos divertimos fazendo possa se transformar na diversão de quem lê. Daí surgiu a ideia de que o Quadrinhos Rasos pudesse se tornar essa plataforma de publicação, porque nada representa melhor o que a gente faz do que isso.

O projeto é um álbum em quadrinhos – há quem goste de chamar de Graphic Novel, mas preferimos chamar de álbum, livro, gibi ou revistinha mesmo. Ele terá 212 páginas entre quadrinhos e extras de produção. O projeto se chama Achados e Perdidos – é sobre um garoto que acorda um dia e tem um buraco negro na barriga. A relação com a música que atraiu tanta gente até o Quadrinhos Rasos foi mantida, mas dessa vez de outra forma. É um quadrinho com trilha sonora. Ele virá com um cd encartado pra todo mundo poder ler com calma, escutando as músicas que estão sendo compostas exclusivamente pra isso. Para cuidar da música, chamamos o Bruno Ito, um grande amigo, e um músico excepcional. Ele está compondo algumas das coisas mais lindas que já ouvimos. É inacreditável.

É essa sucessão de incredulidades que tem nos feito acreditar cada vez mais em tudo que fazemos. Resolvemos fazer quadrinhos porque é isso que a gente faz, e é como trabalhamos melhor juntos. E quando colocamos isso na internet pra todo mundo ver… Bem, muita gente veio ver e comentou, e conversou e opinou e não dá nem pra começar a agradecer todas essas pessoas. E agora, bem, nossa presunção faz com que acreditemos que estamos caminhando onde deveríamos caminhar e que o próximo passo é esse. Queremos nos aventurar na realização dos nossos projetos e acreditamos que a melhor maneira de fazer isso é a partir das pessoas que querem ver isso acontecer tanto quanto a gente. Porque afinal de contas, são as pessoas que escolhem com o que se divertir e não nós que escolhemos por elas. O que podemos fazer é torcer para que aquilo que nos diverte, entretenha vocês também.

O primeiro capítulo está online e pode ser lido aqui: ACHADOS E PERDIDOS – CAPÍTULO 1: VÁCUO

E vocês podem também fazer o download do capítulo e da música em maior qualidade aqui: DOWNLOAD

E em breve voltamos com mais novidades a respeito disso!

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8 respostas a Achados e Perdidos

  1. Gabriela disse:

    Aah muitooo bom!

  2. Pingback: » Extra 03 Quadrinhos Rasos

  3. Mauro disse:

    Vocês são fodas! Ficou fantástico!

  4. Ila Fox disse:

    Incrível, dá para pegar no ar a angustia do personagem, a música deu um toque final. Parabéns pelo trabalho impecável, tô doida para ler tudo!!

  5. Marília Souza disse:

    RT pro comentário do Pepo! hehehe

    Vocês são demais e eu quero meu livro logo!!! <3

  6. Gigopepo disse:

    Tem Oscar pra quadrinhos?
    Ah, foda-se alguém dê um Nobel de física, sei lá, pra vocês!

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